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TROQUE A BOFETADA PELA EDUCAÇÃO
22/05/2010 23:36:22

Ensine seu cão a conviver de maneira saudável com humanos e animais.

Ele quase derruba quem chega pra brincar ou rosna quando alguém senta no lugar dele no sofá. Por mais injusto que pareça interferir na natureza, os cães precisam controlar alguns de seus impulsos para viver entre humanos. Por isso a educação pode ser primordial para tornar essa relação ainda mais saudável.

 

De acordo com Rubia Burnier, veterinária especializada em comportamento animal, a educação canaliza os instintos naturais do animal por meio da obediência, estimula sua inteligência e ajudar no controle de suas emoções. Ensinar os cães a andarem junto, por exemplo, pode evitar brigas e até atropelamentos no caso de algum imprevisto no meio do passeio. Já o treino para fazer suas necessidades sempre no mesmo local pode poupar litros de desinfetante e um bocado de estresse.

 

Mas não vá pensando que o adestramento pode operar milagres! Atenção e carinho são fundamentais para não se encontrar um cenário de guerra quando chegar em casa. “O treino não significa programar o cérebro do bicho para que se comporte de maneira ajustada 24h por dia. O cérebro do cachorro funciona de maneira diferente, para ele o que vale é o momento presente e o que ele precisa fazer naquele instante para resolver sua necessidade. Um cão que passa muitas horas sozinho dentro de um apartamento ou casa vai buscar alternativas para aliviar a solidão e passar o tempo”, esclarece Rubia Burnier.


Nada de castigo!

 

Violência, gritos e ameaças – além de formas de maus-tratos – farão o animal associar sua voz e sua presença à sensações ruins, ele só obedecerá porque tem medo. “As técnicas mais recomendadas são as que usam o ‘reforço positivo’, onde se valoriza o ‘acerto’ ao invés de punir o erro”, explica Rubia Burnier. De acordo com a médica, a forma de recompensar o cão, inclui o “clicker”, que estimula o cão a obedecer através de petiscos, brinquedos e elogios, oferecidos imediatamente após o comportamento desejado e o adestramento que valoriza o apren dizado através da inteligência e aptidão instintiva do animal para executar tarefas e obedecer aos comandos do líder (treinador ou o dono), sem o uso de guloseimas como recompensa. Para a profissional, a base de todo ensinamento deve ser a motivação positiva, respeito às particularidades da espécie e, acima de tudo, amor pelo animal.

 

E aquela famosa cara de culpa que os totós fazem quando chegamos em casa nem sempre quer dizer o que pensamos. Um estudo recente conduzido pela veterinária Alexandra Horowitz, da Universidade de Columbia em Nova Yorque, comprovou que o rabo entre as pernas, a cabeça baixa e a saída de cena rápida estão relacionados com a postura do dono e não com o que foi feito de errado. Por isso, todo cuidado é pouco, pode ser que você tenha sido injusto culpando o Fido por quebrar o vaso de porcelana chinesa derrubado, no caso, pelo vento.



Com escolher um adestrador

 

Saber selecionar um profissional competente para educar seu melhor amigo pode não ser uma tarefa tão simples e gera preocupações sobre como encontrar alguém responsável e competente. Por isso a ARCA Brasil, com a supervisão de Rubia Burnier, elenca quatro itens que não podem ficar de fora na hora de fazer essa escolha:



- Analisar currículo, formação profissional e o tempo de atuação na área.

- Pesquisar a metodologia de trabalho.

- Pedir referências e checar a opinião de clientes atendidos pela mesma pessoa.

- Acompanhar as aulas e ver de perto como o adestrador interage com o cão.

 

“Escolher um adestrador só porque ele cobra barato, sem levar em conta sua formação profissional, é um erro grave. Um trabalho mal feito pode provocar danos irreversíveis na personalidade do cachorro, e infelizmente isso ainda acontece bastante”, previne a médica.


Melhores amigos de verdade

Graças às avançadas técnicas de adestramento, cães-guias, salva-vidas e cães ouvintes desempenham um papel importante na sociedade. Nesses casos, o nível de interação entre homem e animal torna-se tão grande a ponto do homem poder confiar sua vida aos olhos, ouvidos e nariz do cão.

No mesmo caminho a presença de animais em terapias com crianças, idosos, deficientes físicos e mentais tem apresentado resultados cada vez mais positivos.

Quem não tem a opção de contratar um profissional especializado pode optar pelos grupos de adestramento. Um único profissional orienta diversos cães conjuntamente com seus donos. Característica importante deste tipo de trabalho é que ele incentiva a sociabilidade do animal. Parques públicos de São Paulo com espaços específicos para animais, como o Ibirapuera e o Vila Lobos, costumam ser usados para estes encontros.

Já o Instituto Nacional de Ações e Terapias Assistidas por Animais (Inataa) oferece sessões mensais de sociabilidade abertas ao público. 

Uma última opção é tornar-se o professor de seu próprio bichinho. Para isso é recomendável procurar informações em livros e sites técnicos, praticar diariamente e manter o cão sempre motivado.

 

Peça indicações a um adestrador de sua confiança. Lembrando que mesmo cães idosos, com a técnica e o incentivo adequado, podem aprender truques novos e que sempre cabe ao dono reforçar os ensinamentos. Só assim, aliado a muito carinho e atenção, o cão irá aprender.

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: www.arcabrasil.org.br

Link: http://www.arcabrasil.org.br/noticias/1004_adestramento.html




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