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A QUÍMICA DO ESTRESSE
07/11/2010 17:28:29

Ansiedade estimula a produção de hormônios estressantes e acende o sinal de alerta.

Todo ser vivo reage às pressões ambientais que podem ser causadas por fatores externos e internos. Essa percepção, mais desenvolvida em humanos e animais, provoca alterações físicas e mentais, através da produção de hormônios estressantes, e coloca o organismo em estado de atenção maxima.

A primeira teoria do "estresse", apresentada pelo fisiologista Walter Cannon, em 1914, foi a “teoria da luta ou fuga” (fight-or-flight). Segundo essa teoria, em situações de emergência o organismo se prepara para “o que der e vier”, ou seja, para lutar ou fugir. Esse tipo de reação era observado em humanos e animais.

Emprestado da física, cujo significado é “desgaste”, o termo “estresse” foi definido por Seyle, em 1936, como "reação não-específica do corpo a qualquer tipo de exigência, podendo essa ser positiva ou negativa, de acordo com a capacidade de lidar com a situação e de superá-la.” Teoria da “Síndrome geral de adaptação” (General adaption syndrome).

A partir da teoria de Seyle, “estresse” passou a ser definido como “a soma de respostas físicas e mentais provocadas por determinados estímulos e que permitem ao indivíduo superar as exigências do meio ambiente e o desgaste físico e mental causados pelo processo.” (Wikipedia)

Reação de emergência, síndrome de adaptação, desgaste físico e mental…Afinal, o que provoca o “estresse” e como o organismo reage nessa situação?

De acordo com o grau de nocividade e do tempo necessário para o processo de adaptação, os agentes estressores são divididos em:

1. biográficos críticos (life events): acontecimentos localizáveis no tempo e no espaço, que exigem uma reestruturação profunda da vida e provocam reações emocionais de longa duração (mudanças de rotina ou no grupo familiar).

2. estressores traumáticos (traumas): são acontecimentos biográficos críticos de intensidade muito grande e que excedem a capacidade adaptativa do indivíduo. 

3. estressores cotidianos (daily hassels): situações desgastantes do dia-a-dia que interferem no bem estar do indivíduo; experiências ameaçadoras, frustrações, perdas significativas.

4. estressores crônicos (chronic strain): são situações ou condições que se extendem por um período relativamente longo e que trazem experiências repetidas e crônicas de estresse ( solidão, maus tratos, abandono).

5. estressores internos: (internal stress): são condições orgânicas que geram ansiedade e desconforto, impondo limites que comprometem a autonomia e o humor (velhice, dependência, problemas neurológicos congenitos).

 

Efeitos do estresse


O organismo reage à percepção de um estressor com uma reação de adaptação, que gera uma momentânea elevação da resistência física. Depois da tensão, segue-se um estado de relaxamento, onde o organismo tenta manter o equilíbrio entre relaxamento e excitação, que é necessário para a manutenção da saúde.

Se o organismo permanece exposto a fatores estressores por muito tempo, não consegue retornar ao estágio de relaxamento inicial e a partir daí começam a surgir problemas de saúde.

 

Fases do estresse:


- Alarme:

A glândula hipófise secreta maior quantidade do hormônio adrenocorticotrófico que age sobre as glândulas supra-renais. Estas passam a secretar mais hormônios glicocorticóides, como o cortisol, inibindo a síntese proteica e aumentando a quebra de proteínas nos músculos, ossos e nos tecidos linfáticos. Ocorre um aumento do nível de aminoácidos no sangue, que servem ao fígado para a produção de glicose, aumentando o nível de açúcar no sangue. A excessiva produção de açúcar pode levar a um choque corporal. Outra consequência da inibição da síntese de proteínas é a inibição do sistema imunológico.

 

▪ Estágio de resistência:

Caracterizado pela secreção de somatotrofina e de corticóides, gerando um aumento das reações infecciosas.

 

▪ Estágio de esgotamento:

Se não cessar a fonte de estresse, as glândulas supra-renais começam a se deformar e outras doenças podem aparecer.

 

Hormônios do estresse

Fuga gera um aumento de adrenalina.

Luta de noradrenalina e testosterona.

Depressão (perda de controle, submissão) um aumento de cortisol e uma diminuição de testosterona.

 

 

 

 




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